BananinhaAzul porque um dia perguntei a cor de uma banana á minha filha e ela respondeu azul. Embora também pudesse ter este nome porque a cor azul é repetidamente relacionada com Autismo.
Com este blog passo a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e escrevo sobre uma temática em que realmente tenho alguma coisa para dizer... Goste!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Como as mães especiais lidam com o stress

Como é uma questão de senso comum, é sabido que, famílias de portadores de autismo estão sujeitas a maiores níveis de stress.
Para lidar com as emoções causadas por esse stress, as famílias, nomeadamente as mães, têm várias estrategias. Segundo um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil, as estratégias são 9,são elas:


  1. Acção Agressiva- Refere-se a respostas físicas, motoras ou verbais que podem causar danos ou violentar psicológicamente a criança. Pode ser uma agressão física, ou verbal com o uso de ameaças, ou manifestações de raiva.
  2. Evitação- Este tipo de estratégia inclui tentativas da mãe se afastar da situação de stress. É uma tentativa deliberada de manter-se longe da criança,ou até, evitar saber do elemento stressante. Inclui fugir da situação, ir para outro lugar, procurar esqueçer, ir dormir, tentar escapar, afastar-se das pessoas envolvidas no momento stressante e não pensar no problema.
  3. Distracção-Envolve comportamentos ou pensamentos que adiam a necessidade de lidar com o problema, tal como fazer outra coisa, desenvolver uma actividade diferente, jogar, vêr televisão, ouvir musica, ler, fumar um cigarro...
  4. Procurar Apoio Social/ Religioso- Engloba os comportamentos de procura de apoio de uma pessoa próxima para desabafar, ou apoio religioso, recorrendo a orações, como auxilio para enfrentar a situação. Um bom exemplo é a troca de experiências entre mães.
  5. Acção Directa- Comportamento que age directamente sobre a criança autista tentando alterar os seus comportamentos. Quando a pessoa faz, ou, propõe algo para alterar a situação, tenta resolver o conflito directamente enfrentando-o, ou tentando solucionar a situação de alguma forma. Aconteçe, por exemplo, quando se conversa com a criança para mediar situações.
  6. Inacção- Quando a pessoa não faz nada, bloqueia, não toma iniciativa nenhuma. Aconteçe quando a pessoa espera a situação de stress passar.
  7. Aceitação-Envolve situações em que a pessoa aceita passivamente a situação, submetendo-se às exigências do elemento stressante. Ex: Quando tenho que calçar a Bruna e sei que ela possivelmente me vai aleijar, porque começa a dar aos pés, mas mesmo assim tenho que a calçar...
  8. Expressão Emocional- É a manifestação do estado emocional que a situação provoca. Ex: Chorar, gritar, ficar triste.
  9. Reavaliação-Envolve os esforços para criar novos significados sobre o problema, pensar em novas formas de resolver o problema, compreendê-lo de um outro ponto de vista.


 
 
Torna-se óbvio que a família, principalmente as mães, necessitam de muito apoio emocional e ajuda profissional de um psicólogo, para lidar da melhor forma com o stress. Só desta forma conseguirá, de uma forma saudável, conviver com o problema e apoiar da melhor forma possivel os seus filhos que necessitam de um grande suporte, para uma melhor qualidade de vida.

 

2 comentários:

  1. Normalmente dizem que nós mães de crianças especiais somos fortes mas eu acho que em alguma altura podemos ir abaixo e não é vergonha nenhuma pedir ajuda. Por mais paciência que tenhamos há uma altura que temos de explodir. Infelizmente para não explodirmos nos nossos filhos acabam outros por levar de tabela, isso já me aconteceu, perder a paciência com a pequena e ir descarregar no meu marido, não é desculpa mas esconder esse facto só é prejudicial.
    Não é um mar de rosas ter um filho autista por mais que ele evolua. Mas também estou mentalizada de que sou forte e pela minha menina eu faço tudo e tento viver o mais normal possível. Neste momento sou feliz com o que tenho, com a minha menina especial, esse é um amor que não termina nunca, mesmo com algumas "explosões" da mãe.

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  2. Silvia ,
    as vezes é muito dificil , naos e descontrolar, ontem levei o Pedro na pediatra ,estamos ambos numa gripe muito forte, na sala de espera tinha uma senhora, ela puxou assunto com o Pedro mas ele nao deu atençao, como ele fica muito agitado na sala de espera da medica, ( ele é apaixonado com ela ,fica querendo entrar logo) nao dei muita atençao para a moça, ela estava folheando uma revista ,mas nem prestando atençao estava, de repente o PEdro foi para o lado dela e tentou pegar a revista da mao dela, a moça ficou braba , e respondeu daqui a pouco a tia de dá, esse menino começou a chorar, e nao parava e ela nao dava a revista de modo algum, fiquei chateada com a situaçao, e colcoquei o PEdro sentado num banco perto e comecei a falar com ele " para nao é chorando que a gente consegue a s coisas engole o choro" acho que eu fiquei brava demais, acho meu tom de voz saiu mais nervoso que eu queria, ele nao parava de chorar, aí a pediatra apareceu na hora, e falou " que é isso? " nós entramos na sala ela o examinou, ele ficou mais calmo, mas saimos de lá ele ainda chorava " mae quer a revista dela, compra mae, compra" , eu estava chateada com a situaçao,com a moça disputando revista com uma criança, com ele que nao entendia que nao podia me senti uma pessima mae.nem sei realmente se falei bravo demais,nao queria brigar com ele queria conversar,sei lá, queria que ele entendesse.. me senti muito mal, ele é um anjo e eu brava por causa da opiniao de uma moça que nunca vi mais gorda, descontei nele. que feio, to muito triste, Ana Paula

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