BananinhaAzul porque um dia perguntei a cor de uma banana á minha filha e ela respondeu azul. Embora também pudesse ter este nome porque a cor azul é repetidamente relacionada com Autismo.
Com este blog passo a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e escrevo sobre uma temática em que realmente tenho alguma coisa para dizer... Goste!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ensinando - Portage- Cognição

Alguns país podem não saber o que é o Modelo Portage e portanto passo a explicar.
É um programa de educação precoce destinado a pais, é um sistema de ajuda à educação de crianças com atrasos do desenvolvimento, seja a nível domiciliário ( os técnicos deslocam-se ao ambiente doméstico dos pais e das crianças), seja a nível de contextos educativos. Surgiu no final dos anos 60 nos EUA; foi depois introduzido no Reino Unido, em 1976 e nos anos 80 chegou a Portugal e também ao Brasil .Contempla 6 áreas de desenvolvimento: Estimulação do Bebé; Socialização; Linguagem; Autonomia; Desenvolvimento Motor e Cognição.
Bom, mas não me vou alargar mais em relação ao método. Nunca tive a oportunidade de usufruir do Portage mas tive acesso a algumas fichas de trabalho que explicam como ensinar determinadas tarefas aos nossos meninos e é isso que pretendo partilhar com o carissimo leitor.

Cognição

1-2 anos
Título: A pedido, constrói uma torre de três cubos

Como fazer:

  • Começe com cubos maiores 5 a 7cm. Exemplifique lentamente em frente da criança como se constrói e vá dizendo "Primeiro este, a seguir este, e agora este". Dê-lhe então os cubos e peça-lhe para fazer uma torre como a sua. Recompense os progressos com elogios e festas.
  • Se for necessária ajuda, guie a mão da criança. Vá reduzindo gradualmente a ajuda física à medida que ela vai sendo bem sucedida.
  • Dê uma pista à criança, apontando onde é que ela deve colocar cada cubo. Recompense-a sempre que ela é bem sucedida.
  • Começe com seis cubos. Construa uma torre com três cubos, enquanto a criança constrói outra em simultâneo. Deixe-a imitar cada um dos seus movimentos á medida que vai fazendo a torre. Elogie- a enquanto ela vai imitando, colocando um cubo de cada vez.
  • Recompense a criança se ela construir uma torre com três cubos, a pedido, sem o modelo
  • Deixe a criança desmanchar a torre. Funciona como reforço positivo.
1-2 anos
Título: Junta objectos semelhantes
Como fazer:
  • Começe com quatro objectos familiares à criança ( duas bolas, duas bonecas, etc...) Pegue numa bola e pergunte à criança " Onde está a outra bola?". Repita com as bonecas e vá gradualmente aumentando o número e o tipo de objectos a associar.
  • Repita a mesma actividade usando imagens em vez de objectos
  • Para variar utilize dois sacos com objectos idênticos. Tire um objecto do seu saco e peça à criança para encontrar o mesmo objecto no saco dela
  • Deixe a criança tentar separar talheres ou T-shirts brancas de meias pretas, ou maçãs de laranjas. Ajude-a indicando um local para uma dada classe de objectos.
Desenvolvimento Infantil
 
 
2-3 anos
Título: Desenha uma linha vertical, por imitação
 
Como Fazer:
 
  •  Cole com fita cola ou autocolante um papel na parede. Deixe a criança observá-la enquanto desenha uma linha vestical de cima para baixo. Peça-lhe para a imitar, se for preciso agarre-lhe na mão. Vá reduzindo gradualmente a ajuda, à medida que a criança adquire prática.
  • Faça um molde de cartão para guiar o traço da criança.
  • Use giz, lápis de cera, lápis de côr, marcadores de feltro.
  • Treine, fazendo linhas verticais na areia, usando tinta para pintar com  os dedosou espuma de barbear.
  • Coloque um autocolante no cimo e outro na base de uma página. Peça à criança para fazer um risco de modo a ligar um autocolante ao outro.
  • Coloque guloseimas que a criança goste na base da página. Diga ás crianças que as pode ter se desenhar uma linha até elas. Ajude-a.
  • Cole o papel á mesa. Incite a criança a usar um lápis de cera par empurrar um cubo para o topo ou para a base do papel. Diga " Vês a linhha? Estás a fazer uma linha cor de...".
3-4 anos
Título:Junta as duas metades duma figura para fazer um todo
 
Como Fazer:
 
  • Utilize um circulo de cartão cortado ao meio. Mostre à criança como fazer um círculo colocando correctamente as duas partes. Peça-lhe para a imitar. Mantenha um segundo circulo inteiro a servir de modelo.
  • Para servir de suporte á criança, desenhe, num papel, um círculo dividido ao meio por uma linha. Faça com que a criança coloque as duas partes do primeiro círculo sobre as linhas de orientação desenhadas no papel. Vá retirando este suporte à medida que a criança adquire competência.
  • Use desenhos simples de animais e de objectos cortados ao meio. Começe por mostrar à criança só uma forma de cada vez. Vá, gradualmente, aumentando o número, de  modo a que a criança tenha de encontar as duas partes que se conjugam.
 
3-4 anos
Título: Emparelha objectos um a um (3 ou mais objectos)
 
Como Fazer:
 
 
  • Coloque três chávenas na mesa. Dê à criança três berlindes. Peça à criança para pôr um berlinde em cada chávena dizendo " Um berlinde para uma chávena".
  • Desenhe três tijelas em coluna ao longo da margem esquerda de um papel e desenhe três colheres também em coluna, ao longo na margem dirita. Peça à criança para desenhar uma linha de forma a unir uma colher a uma tijela.
  • Coloque uma pilha de peças de lego ou cubos vermelhos e outras peças azuis à frente da criança. Tire uma peça de cada pilha e diga " Um lego vermelho- um lego azul". Peça à criança para a imitar.
  • Peça à criança para ajudar a pôr a mesa. Ponha você os pratos e deixa a criança pôr um guardanapo, um garfo, etc.., por cada prato (use pratos de brincar).
  • Deixe a criança distribuir biscoitos, bolachas, bombons, etc.. um a cada pessoa.
  • Deixe que a criança a ajude a decorar biscoitos, colocando um apassa ou uma ginja, em cada um, antes de irem ao forno.
 
 
Por hoje e porque me estou a alargar muito fico-me pelas fichas de cognição e se quer um conselho imprima estas fichas que podem vir a ajudar em alguma coisa, pelo menos é o que eu espero...  
No próximo post vou publicar fichas de sociabilização, desenvolvimento motor ou autonomia.
 
 
 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ensinando Linguagem

A falta de oralidade nas crianças autistas é mais um entrave á socialização. Enquanto mãe tenho a noção que quando a linguagem está aprendida estamos um passo á frente para que a nossa criança faça a aquisição de outras aprendizagens.
A Bruna faz muita ecolália (repetição de palavras e frases) e já aconteçeu algumas vezes embora poucas, fazer frases com sentido. A que mais babada me deixa é "Gosto de ti", ui tão bom que é ouvir isto...
Noto que, cada vez fala mais, pelo que me leva a ter uma maior esperança que ela venha a desenvolver uma linguagem "normal"...









Aqui vou deichar algumas técnicas que uso com ela:

Minimizar as questões directas Não vale a pena perguntar "o que é isto?", a criança não vai responder se não souber o que é. É uma pergunta complexa para a criança, portanto não a faça...

Vá fazendo comentários Siga o seu filho e conforme o que ele vai fazendo vamos dizendo o que ele está a fazer, como se estivessemos a falar por ele ex: A Bruna está a comer um gelado. Nós dizemos -"A Bruna está a comer um gelado". Podemos acrescentar: "umh tão bom este gelado"...

Espere a sua vez  Numa eventual troca comunicativa o adulto tem que esperar, pela sua vez (mantendo contacto visual) para falar, não falando por cima da criança para que esta não se retraia na comunicação. Devemos ter o corpo na direcção da criança e ainda recompensar a criança pelo esforço. Basta o " muito bem ".

Crie situações de comunicação Para que a criança comunique espontaneamente é preciso criar situações que a obriguem a tal. Não se pode antecipar tudo o que a criança precisa, para ela ter necessidade de pedir o que quer. Por exemplo a Bruna quando quer uma Banana chega ao pé do frigorifico e fica a olhar para a fruteira. Eu já sei o que ela quer. O correcto é esperar que ela diga, pelo menos, "banana"...

Use e abuse de gestos e expressões faciais O gesto e o movimento tendem a encorajar o discurso. Primeiro capta-se a atenção da criança com gestos acompanhados da palavra de forma á criança ter um suporte visual que traduz o significado da palavra. Até pode fazer jogos com ela: peça-lhe "Atira a Bola" demonstre a actividade depois estenda os braços para apanhar a bola, " Fecha a porta" e aponte para a porta, "Senta-te"aponte para a cadera, "Vai buscar" e aponte para o objecto.

Reduza o tamanho da afirmação Quando se está a falar com a criança ou a comentar o que ela está a fazer tem que se fazer com frases curtas para que não se torne demasiado complexo. Desta forma a criança vai entender melhor. Se por exemplo a criança ainda não é capaz de usar frases com mais de duas palavras, limite o seu discurso ao uso de frases com duas palavras.

Use tom ritmo e volume exagerado É uma boa forma de captar a atenção da criança. Usa-se uma forma de entoação e volume exagerado para facilitar o contacto. É por isto que as  lengalengas são usadas na estimulação precoçe da linguagem e além disso são geralemente repetitivas. Poderá ainda cantar uma canção  e deixar espaço para que a criança colabore com uma palavra.

Contacto Visual  Olhar para a pessoa com quem se está a falar é uma coisa natural e é muito importante para facilitar a comunicação. Olhe para os olhos da criança encorajando-a a olhar para si também. Diga-lhe "Olha para mim" antes de continuar com o que vai dizer , desta forma maximiza a atenção

Reforçe qualquer esforço Não ignore as tentativas de comunicação tanto verbais como não verbais. Responda sempre á criança seja de forma verbal ou não. Desta forma vai-lhe mostar o quão importante é falarmos.

E por fim uma regra muito importante :

Divirta-se sorria sempre que possivel, ajude a criança a associar a comunicação com afecto e prazer. Tente manter-se calmo, imaginativo e criativo


Estas são as regras que eu sigo, pareçe-me que estão a surtir efeito, vou continuar até conseguir um resultado satisfatório...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Ensinando I

Educar crianças num ambiente doméstico é um desafio, mas, o envolvimento dos pais em casa na terapia das crianças com PEA é uma mais valia.
Assim como os professores, os pais devem defenir metas para os seus filhos. Essas metas podem passar por ser boas maneiras á mesa, ou, interacções com irmãos por exemplo. Não importa o que seja, mas nunca se deve desviar do objectivo, muito menos desistir porque é dificil...
Os pais, devem-se concentrar em poucos objectivos e só quando os conhecimentos forem sólidamente adquiridos se deve passar para outros. Neste momento os conhecimentos que estou a tentar passar á Bruna, são, de autonomia e independência, comer sósinha e ir á casa de banho em vez de usar fraldas.Os objectivos devem ser muito especificos. Por exemplo, em vez de melhorar as boas maneiras, deve, ensinar primeiro a usar os talheres, mas é claro que não os vamos deixar pôr os pés em cima da mesa. Seus objectivos devem poder ser medidos e registados, para ir sabendo se está a haver evolução.
Nem todas as pessoas aprendem da mesma forma. Algumas pessoas aprendem melhor quando se ouvem em voz alta, outras preferem ler e outros muitos, dos meninos com PEA, aprendem melhor a fazer repetidamente a mesma tarefa. outras, preferem o método visual, fotos e videos são uma ótima forma de aprender, se o seu filho gosta de jogos de computador e videos pode ser um aprendiz visual. O método auditivo, é também um método a ter em conta, se assim for, o melhor é ouvir histórias.
Seja qual for a forma de ensinar o seu filho, a aprendizagem vai ser ótimizada se estiver a trabalhar com ele em casa, o mesmo que os professores e terapeutas.
Estabeleça um plano de ensino. Todos sabemos como é dificil ter tempo para tudo o que precisamos de fazer, um plano vai ajudar. Planeje então o horário em que vai trabalhar com o seu filho, para não começar a fazer tarefas e deixar os ensinamentos para depois. Pode no entanto pode incorporar o ensino em suas rotinas domésticas. Por exemplo peça ajuda para pôr a mesa.
Acompamhar o progresso é fundamental. É importante perceber em que fase estão os conhecimentos, se estão emergentes ou adquiridos, de forma a alterar o método de ensino se for caso disso, ou, inserir um novo objectivo ao seu plano de trabalho. Este acompanhamento ajuda os pais a manterem-se positivos nos seus objectivos.
Duas dicas importantes são:
- Utilize o interesse das crianças para as motivar, tanto para jogos como para recompensa
-Eliminar as distrações ,nomeadamente, luzes brilhantes ou barulhos

Independentemente se os objectivos são conseguidos, ou não, estamos a ajudar os nossos filhos na superação de desafios.Por um lado as crianças apercebem-se do esforço dos pais e por outro lado a criança vai ter um maior progresso geral.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Medicação

Hoje foi dia de ir ao médico. Visitamos o Dr. Pedro Caldeira pedopsiquiatra da Bruna. Os medicamentos que a Bruna estava a tomar aparentemente estavam a perder os efeitos. Nas últimas duas semanas, tem estado mais agitada, da escola já tinha recebido queixas de que não estavam a conseguir trabalhar com a Bruna. Mas o cúmulo foi ela ter chegado a casa com as pernas todas negras, por ter andado a bater com elas nos móveis da escola ( ela deita-se ou senta-se e agita as pernas no ar), quando fui á piscina na sexta feira estava uma senhora nos balneáros que não tirava os olhos de cima de nós, se calhar, pensou que eu batia na miúda, enfim... Aparentemente a medicação estava a deixar de fazer efeito, porque, a Bruna deu agora um grande pulo e aumentou de peso...
Há pais que são contra o uso de medicação, mas eu cá não sou fundamentalista e embora pense que deve ser evitada, também sei que tudo depende de cada caso, embora hajam pessoas que digam que a medicação é para o facilitismo, para mim é para melhorar a qualidade de vida da minha filha. Além disso, crianças não tratadas têm muitas vezes marcada baixa auto-estima. Os pais anti-medicação falam inclusivamente das contra-indicações dos medicamentos, mas eu penso que temos que contrabalançar os efeitos benéficos e os maleficios e chegar a uma conclusão assertiva









A medicação visa moderar a exacerbação de comportamentos menos próprios. A Bruna é medicada para a hiperactividade e agressividade, que são comportamentos extremamente incapacitantes já que eram exagerados, prejudicávam a aprendizagem o convivio com os pares e dificultava que ela se entretesse com actividades elaboradas. Outro dos sintomas a que é tratada é ao Défice de Atenção. São comportamentos que têm que ser controlados pelo que é necessário o uso de fármacos. A Bruna usa Bunil para a ansiedade e agitação e Ritalina para melhorar a atenção. Vai começar a tomar Magnésio com vitamina B6, também para a concentração.

De qualquer forma para medicar a criança, temos que ter vários cuidados:

- Nunca medicar sem consultar o médico- isso é básico de conhecimento de todos.
-Haver uma boa comunicação entre os pais e o médico.
-Delimitar ao máximo o mais precisamente possivel quais são os sintomas alvo que desejamos atingir com a utilização de uma droga especifica.
-Vigilancia médica regular, o minimo duas consultas anuais.
-Análises de 6 em 6 meses.

No entanto, e por mais medicação que os nossos meninos tomem, estamos distantes ainda do objectivo de conseguir modificações essenciais...
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Porque ajudar não custa!




Com o Natal á porta, as campanhas de solidariedade brotam, um bocadinho, por todo o lado.

Como já é sabido o português é pobre, mas, solidário e como tal o apelo á ajuda não cai em saco roto...

Vejamos algumas iniciativas de solidariedade:





Missão Sorriso








A Missão Sorriso é sobejamente conhecida, faz 10 anos este ano. A missão é espalhar sorrisos, em entidades sem fins lucrativos, ou entidades publicas de saúde, como é o caso dos hospitais pediátricos. A ajuda vem pelo meio de compra de livros, cd´s e jogos da Leopoldina, este ano, foi publicado um livro de culinária. Custa 3.00 € e 1.50€ revertem a favor da causa, nas lojas Modelo/Continente. Quase todos os anos tenho ajudado este ano também vou comprar o livro.
Para além do livro, pode ainda azer um teleonema para o 760101010, a sua chamada contribui com 0.50€ para a Missão. Atenção que o preço da chamada são 0.60€, 0.50€ para a Missão, 0.10€ para a operadora, que não é lá muito solidária e mais 23% de Iva. Um aparte, penso que estas iniciativas deviam estar isentas de iva, qualquer dia ninguém ajuda ninguém.

Este ano, pela primeira vez, as lojas Jumbo promovem a iniciativa Operação Alegria. As destinatárias são as CERCI´S. A campanha promove a venda dos Jumbinhos, uns elefantes de pelúcia, custam 2.00€, metade do valor da receita é entregue ás instituições.

Como há iniciativas para todos os gostos a Mithós- Associação de Apoio a Multidefeciência promove um jantar de natal, angariação de fundos para a associação que visa proporcionar às pessoas portadoras de incapacidade ou deficiência, actividades que estimulem as suas capacidades, bem como a sua auto estima, o apoio moral, social e legal às mesmas e a suas famílias, através de aconselhamento e encaminhamento. As reservas podem ser feitas na página da associação.

Novidade fresquinha vem da Vencer Autismo, a associação vai promover uma venda de natal, portanto já sabe pode fazer as suas compras de natal na venda e está a ajudar. Mata portanto, dois coelhos de uma cajadada. A Vencer Autismo há-de dar mais detalhes ainda esta semana.

Iniciativas não faltam, o que é preciso agora é força de vontade para ajudar.


 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um dia feliz...

Ok são nove da noite já estou na minha hora de descanso. A Bruna já dorme.
O dia hoje começou cedo, por volta das cinco e tal da manha. Quando a princesa acorda a essa hora escusado será dizer que mais ninguém dorme cá em casa, nem eu nem a avó.
Pensei logo que ia ser um dia dificil e que pouco iria aproveitar das terapias. Á terça feira ela tem de manha, Hipoterapia e á tarde, tem Terapia Ocupacional, seguida de Psicomotricidade.
Quando a fui buscar á tarde, tive uma surpresa. Segundo o terapeuta a Bruna portou-se bem, durante o dia e para meu espanto foi a melhor sessão de Hipoterapia de sempre, com direito a lançamento de bola, pela primeira vez.
Seguimos para a Psicomotricidade. Respondeu muito bem ao que lhe foi pedido esteve mais atenta.
Deve estar algum burro para morrer, ou então, é cá uma ligeira desconfiança que é do óleo de figado de bacalhau.
O dia não podia terminar melhor, quando a estava a despir para lhe dar banho disse-me " Gosto de ti", Iupiiiiii fiquei mais que feliz, esta é a terçeira vez que me diz isto e de cada vez que me diz fico toda babada.
Se calhar vale a pena acordar ás cico e tal da manha, se o resultado for este pode continuar...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os tiques dos miudos

A Bruna tem tiques. Algumas crianças têem tiques e não só crianças com PEA. Os tiques resultam de uma vontade incontrolável , obsessiva e compulsiva e quando feito o movimento em questão a pessoa obtém uma satisfação.
Existem vários tipos de tiques. Simples ou complexos, clónicos ou distónicos (vocais ou motores) mas sobre cada um não me vou alargar.
A Bruna tem vários, bruxismo (ranger os dentes) geralmente durante a noite, a ecolália (repetição da ultima palavra, frases ou sons de outras pessoas) que também é um tique e flecte os braços e põem as mãos na boca entrelaçando-as, de tal forma que as vezes põem os dedos dentro do nariz e já chegou a fazer sangue...Os tiques geralmente apareçem em momentos de ansiedade, excitação, stress ou fadiga e tendem a reduzir a tensão e impulsos agressivos.
Estes movimentos como é normal irritam-me profundamente e é normal que as familias tendem a reprimir os tiques da criança, o que também aconteçe comigo ás vezes. No entanto, isso não deve aconteçer já que coloca a criança numa atitude de hipervigilância, associando-se um sentimento de culpabilidade e ansiedade o que torna a situação ainda pior.
Os tiques motores simples são geralmente inofensivos mas os tiques motores complexos que persistem por vários anos podem provocar sindromes de lesão repetitiva, com alterações a nível cercical como por exemplo.
O médico deve ser contactado sempre que a frequência, a intensidade e repercussão dos tiques prejudiquem a criança no seu desempenho pessoal ou educacional quer na sua relação com os outros. Também os tiques que persistem por mais de um ano constituem o indicador de que é necessário pedir ajuda médica, que é o que vou fazer na próxima consulta médica.
Para os tiques existe, tratamento médico, tratamento psicomotorou tratamento psicoterapeutico.
Se persistirem, os tiques devem mesmo ser tratados já que acabam por ser motivo de sofrimento e podem levar á exclusão por parte dos colegas e ao isolamento
A Bruna já anda a fazer tratamento psicomotor como o psicomotricista, um tratamento que se baseia no relaxamento através de "apertões" nos musculos, já que ela não colabora a contraír os musculos para em seguida os descontrair.
Assim vai levando uns "apertões" do João e outros meus, vamos ver quando os tiques desapareçem felizmente tendem a melhorar com a idade...