BananinhaAzul porque um dia perguntei a cor de uma banana á minha filha e ela respondeu azul. Embora também pudesse ter este nome porque a cor azul é repetidamente relacionada com Autismo.
Com este blog passo a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e escrevo sobre uma temática em que realmente tenho alguma coisa para dizer... Goste!

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ano Novo, Vida Nova..


"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos"

Luis de Camões
 


Com o ano a acabar, é normal fazermos uma lista de pedidos para o ano que se adivinha. Eu não sou excepção, e como tal aqui fica a minha:

  1. Quero que a Bruna largue as fraldas ( já ando à tempo de mais nos treinos para ir á casa de banho sósinha)
  2. Quero que a Bruna começe a despir-se e vestir-se sósinha (já se vai despindo com pequenas ajudas, preciso agora de consolidar o que já sabe e investir no vestir-se)
  3. Quero que a Bruna finalmente começe a comer sósinha ( ela não tem uma boa motricidade fina e por isso é dificil comer sósinha, mas, estou prestes a comprar uma pequena ajuda para ela poder agarrar nos talheres)
  4. Melhorar a atenção da Bruna ( está difícil )
  5. Melhorar a linguagem de maneira que qualquer um a entenda ( eu entendo mesmo quando ela não fala mas eu sou mãe, não faço nada demais)
  6. Quero que ela começe a conheçer as letras ( este Natal ofereci-lhe um jogo multimédia de letras, vamos tentar tirar partido dele)
  7. Acabar de vez com a agressividade ( ás vezes está melhor outras vezes pareçe que vareia)

Bom se calhar estou a pedir demasiado, mas pedir não custa. E sendo que são doze passas que temos que comer e pedir um desejo por cada uma e eu só estou a pedir  sete coisinhas para a minha filhota...
Para mim os desejos são mais simples:

  1. Emagreçer ( tenho que perder uns bons quilitos, que ganhei em 2012)
  2. Melhorar a alimentação ( uma alimentação com mais grelhados e legumes era o ideal)
  3. Fazer exercício Fisico com mais regularidade ( o que custa é começar, depois é quase como um vicio e até tenho um bom sitio para fazer jogging que sabe tão bem)
  4. Arranjar trabalho ( reparem que já peço trabalho e não emprego. Aqui para nós que ninguém nos ouve, eu até digo sempre que tenho menos escolaridade do que na realidade tenho, isto se quiser arranjar alguma coisa. Ainda assim está dificil).
  5. Terminar uma história que estou a escrever  (já várias vezes começei e pus de lado, só consigo escrever quando me dá inspiração. Escrever com técnica não é para mim)
  6. Sair de casa mais vezes ( este ano pouco saí, tenho que sair mais vezes)
  7. Desejo ter um pouco de mais paciência, especialmente para a Bruna ( nunca é demais)
  8. Quero ir de férias ( se faz favor, se não for pedir muito;) )

    Este ano não peço para deixar de fumar, porque este ano, tcharannn, consegui deixar o vício, já lá vão quatro meses...  espero continuar assim.
Os meus desejos para a sociedade em geral:

  1. Desejo que os portadores de deficiências no geral e autismo em particular deixem de ser marginalizados
  2. Desejo que pelo mundo fora sejam aprovadas mais leis de apoio a autistas, como aconteçeu ontem no Brasil.
  3. Desejo que a fome não entre nas nossas casas, em Portugal especialmente porque já há cá muita fome devido á crise económica e falta de emprego.
  4. Desejo que o Passos Coelho nos dê umas tréguas
  5. Desejo uma maior justiça social, parta todos

Bom já desejei muitas coisas, para o ano venho espreitar esta lista para recuperar o que não conseguir realizar, que espero serem poucas coisas.
Para todos resta-me desejar um próspero ano novo a todos os que se entretiveram a ler este post


 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Técnicas de trabalho de um para um

Eu não sei o que hei-de fazer para conseguir trabalhar com a Bruna. Tirando o que lhe tento ensinar, incluindo o ensino nas tarefas do dia a dia, não consigo. Ela tem uma carrada de jogos didáticos, ele é cores, ele é letras, ele é jogos de semelhantes e de opostos mas não serve de muito, sento-me com ela mas a Bruna não colabora e eu não lhe consigo prender a atenção. Eu sei que não sou professora de educação especial, mas, é importante os pais também fazerem este trabalho, de um para um em casa. Hoje, fui procurar técnicas para trabalhar, com ela, em casa. Não encontrei nada direccionado para os pais, mas encontrei algumas técnicas para usar em sala de aula para um ensino inclusivo de crianças portadoras de Hiperactividade com Défice de Atenção no site Wordpress.com.
 Adaptei os métodos para crianças autistas:


Adaptações no ambiente de aprendizagem

  • A criança deve estar sentada num canto, onde não pode ter distrações
  • O ambiente que a rodeia deve ser organizado.
  • A rotina diária deve ser bem estruturada, as tarefas têm de ser realizadas de forma rotineira.
  • As regras devem ser bem claras e o seu cumprimento exigido.

Adaptações para obter atenção

  • Empregar estratégias multi-sensoriais
  • Projectar a voz.
  • Utilizar material visual e colorido
  • Usar sempre que possivel o computador, que pode ser uma ferramenta apelativa

Adaptações no Ritmo de Trabalho

  • Ajustar o ritmo da "aula" à compreensão da criança.
  • Alternar actividades.
  • Reduzir a quantidade e extensão do trabalho, adaptando ao tempo e ao nível de tolerancia da criança.
  • Espaçar pequenos periodos de trabalho com paragens ou mudança de tarefas.
  • Estabelecer límites para terminar as tarefas.
  • Use bastante reforço positivo. Para saber mais sobre reforço positivo pode ler este post .

Adaptações nos Métodos de Ensino

  • Estabeleça tarefas de conclusão rápida(inicialmente), começando a aumentar gradualmente a complexidade e duração das mesmas.
  • Compartimentar as tarefas complexas em tarefas mais pequenas e simples.
  • Exemplifique sempre o que se pretende.
  • Dê pistas à criança em como realizar o trabalho
  • Evite pressionar a criança para esta se despachar com a tarefa.
  • Incentive a criança
  • Evite dar atenção a comportamentos inadequados, iniciados com a intenção de medir forças consigo.


Bom, espero que estas técnicas de trabalho de um para um ajudem não só a mim mas a todos que necessitem delas...

sábado, 22 de dezembro de 2012

Diagnóstico Precoce e sua importancia

Pouco contacto visual, baixa interação, rejeição a toques, comportamentos repetitivo, isolamento e falta de linguagem oral, estes são os sinais mais comuns em crianças que sofrem de autismo. São estes os sinais a que os pais devem estar atentos.
O diagnóstico não deve ser feito para rotular a criança, mas para considerar a possibilidade de uma mudança de estrutura de acordo com o referencial psicanalítico.
Há estudos que apontam para melhores resultados alcançados quando o tratamento é iniciado antes dos 3 anos, portanto quanto mais cedo a criança autista começar a psicoterapia, melhor será a evolução do caso.
A minha filha Bruna só foi diagnosticada aos 3 anos, por falta de conhecimento porque eu estava longe de acreditar que a minha filha tinha algum problema. Embora eu já encontrásse sinais disso, neguei sempre até ter o diagnóstico. Se eu tivesse procurado ajuda mais cedo provávelmente a Bruna já tinha adquirido mais capacidades, por vezes sinto-me um pouco culpada.
Portanto a falta de conhecimento do desenvolvimento psíquico, fisico-motor e afectivo-social da criança leva a tardar o diagnóstico, o que normalmente ocorre é que as pessoas só começam a preocupar-se com a criança quando o atraso na fala é significante, assim acaba por se perder muito tempo no sentido de uma intervenção precoce.
Mas não só a idade é um factor importante. É determinante o tipo de tratamento e a frequência dos atendimentos à criança e aos pais.
Nunca me esqueço que vários médicos  observaram a Bruna e nunca me chamaram a atenção para a realidade do autismo, portanto é uma falta de conhecimento não só dos pais ,mas ,na minha opinião, também falta de conhecimento da parte dos profissionais da saúde.
Em França uma equipa de psicólogos e pedo-psiquiatras lançou uma pesquisa, Preaut, para detectar sinais indicativos de autismo e tratar as crianças precocemente. Estão associados 600 médicos para examinar bebes nos seus primeiros dois anos de vida.
A pesquisa Preaut já chegou ao Brasil, desde 2010 o Instituto da Familia promove a pesquisa em terras de Vera Cruz.
Também no Brasil, o CORA Centro de Otimização Reabilitação do Autista, da região de Leopoldina no norte do Rio de Janeiro tem um programa em que visita clinicas, consultórios e hospitais pediátricos informando os médicos de como identificar sinais de autismo precocemente. Utilizam o video informativo que pode ver aqui.
Ficava feliz que em Portugal houvessem destes programas e pesquisas, mas, a verdade é que em Portugal não há nada... Portanto é quase de única e exclusiva responsabilidade dos país identificarem possiveis alterações do comportamento dos bebes...
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Agressividade e auto-agressividade, 2 pedras no sapato...

A agressividade é mais uma caracteristica do autismo. Lembro-me que desde muito pequena, que a Bruna chegava ao pé de outros meninos e dáva-lhes palmadas, parecia que era a forma que ela tinha para começar uma interacção com eles. É normal, dentro da anormalidade leia-se, por ainda não tinha linguagem e pensamento amadurecido. Aconteçe especialmente porque a criança se  encontra em desenvolvimento e a imaturidade do sistema nervoso e emocional faz com que a criança tenha mais manifestações corporais que verbais e está a ter problemas para satisfazer as suas necessidades.  A agressividade foi aumentando, passou a dar dentadas e a ter também comportamentos de auto-agressão. Os ataques de raiva e agressividade, por vezes, parecia que vinham do nada, mas não existe nenhum comportamento vindo do nada, o que acontecia é que eu ainda não tinha o olho treinado para perceber o motivo que levava áquela reacção. Era uma situação cada vez mais insustentável, os puxões de cabelo que a minha filha nos dava e as mordidelas eram cada vez mais furiosas, parecia que nos ia arrancar pedaços de carne e os nossos cabelos ficávam-lhe aos montes nas mãos,e era diáriamente mas ela não fazia por mal a agressividade dos meninos autistas não tem o propósito de magoar, não tem nada a ver com o amor que eles sentem, neste caso, o amor que ela sente por mim. Nessa altura eu não podia saber, que não me podia mostrar alterada com aquele comportamento.





Só quando consultei uma psicóloga, ela me informou que deveria responder de forma pacífica, calma e amorosa, uma coisa muito dificil depois de alguém nos magoar a sério, ainda que fosse a minha filha, mas com o tempo acabei por conseguir. Outra coisa que a psicóloga ensinou foi a prever esses momentos e evitá-los, investigando as variáveis que as rodeiam, como em que  momento ocorre, com que pessoa, em qual situação, etc... Quando soubermos o porquê da criança estar sobrecarregada, podemos aplicar estratégias mais uteis para ajudá-las. Outras técnicas que a psicóloga nos ensinou foi a dar algo duro, à Bruna, para ela morder nessas alturas, tal como uma bola de borracha, desta forma ela libertava a tensão acumulada , depois de nos morder ou puxar os cabelos, a Bruna parecia ficar bem instantanemante. Ao libertar a energia acumulada, a criança com este comportamento consegue-se organizar, por isso dar uma bola ou outro objecto que ela possa morder (nada que se parta e que ela acabe por ingerir) é o ideal. Outra técnica, esta já para dentadas que não conseguissemos evitar era, levar o dedo polegar e indicador  em forma de pinça num lado e outro da linha do maxilar da Bruna, ela abria a boca imediatamente.
Foi depois de começarmos a aplicar estas técnicas que conseguimos respirar de alivio. Embora a agressividade dela não tenha ainda acabado hoje em dia, não tem comparação possivel. Já não morde e os puxões de cabelo são rarissímos, aconteçem sobretudo quando vou a conduzir e não lhe vou a prestar atenção, ela puxa embora devagar, e eu penso que é como quem diz "fala comigo". Com a minha mãe, aconteçe mais vezes a Bruna lhe puxar o cabelo, mas a minha mãe ainda não consegue dar uma resposta calma á situação.
Quanto á auto-agressão, foi mais dificil de controlar. Os episódios aconteciam sobretudo em momentos de frustração, mas suponho que também resultávam de crises epilépticas porque desde que controlamos a epilepsia as crises de auto-agressão também diminuiram. Chegou a ter peladas na cabeça de puxar os próprios cabelos e mordia-se nos braços e chegava a fazer sangue, era uma coisa assustadora, mas como a auto-agressão faz a criança sentir um prazer imediato e intenso ela ficava bem no fim de se morder. Há ainda crianças que se auto-agridem para chamar a atenção dos adultos ou para evistar e escapar a tarefas, não era o caso da Bruna. Penso que a medicação que ela toma também ajudou, mas não foi o fundamental.
 Felizmente já não se auto-agride e como já disse quase não nos agride também, depois de ter lidado com esses comportamentos diáriamente, hoje em dia sinto-me feliz por quase já ter controlado todos estes maus comportamentos.
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Reforço Positivo

O facto de a Bruna cuspir os remédios todos e eu últimamente resolver a situação com chocolates, dá o mote para o post de hoje.
É o chamado reforço positivo, uma ótima estratégia para uma melhor comunicação com crianças não só autistas, mas especialmente... É usado portanto para elogiar quando a criança tem o comportamento pretendido. É também uma boa forma de fazer a criança abandonar um mau comportamento.
Para chegarmos a determinado comportamento desejado nós pais podemos reagir com uma abordagem positiva ou negativa.
A abordagem positiva é por exemplo: ignorarmos determinado comportamento ( algo que sou completamente fantástica a fazer principalemente quando os comportamentos da Bruna são de desafio, ultimamente até eu me espanto com o meu auto- controlo). Ignorar pode ser uma boa medida em algumas situações mas noutras não, por exemplo não podemos aceitar comportamentos que provoquem riscos para eles e para outros.
Há depois o reforço negativo , que é por exemplo a hipótese de proibir a criança de comer algo que ela goste muito, é portanto retirar um estimulo positivo para ela.
É comum haver um certo engano quanto ao que é o reforço negativo e punição, como já referi o reforço negativo é retirar um estimulo, enquanto que, punição é um estimulo que reduz a probabilidade do mau comportamento.





O reforço positivo é utilizado em vários métodos educativos, o mais óbvio é o método ABA, mas não pode nunca ser substituto de actividades apropriadas a cada criança.
A Bruna é uma menina que precisa de muito reforço positivo pelo que qualquer coisas que ela faça bem, eu começo logo: " Muito bem" , "A Bruna é linda e sabe..." por aí.
As recompensas que devem ser usadas são a atenção, o encorajamento eo elogio que é o ideal por ser muito forte e estimulante é a aprovação das suas atitudes pelos pais.
Existem outras formas de recompensar a criança: abraços, beijos ,caricias ou ainda actividades que são do interesse da criança. Os doçes vêm em ultimo lugar é uma recompensa que não deve ser muito usada. Eu uso os chocolates para dar os remédios á Bruna porque já esgotei todas as possibilidades, temo agora esta estratégia que não considero muito boa e tenho que a substituir rápidamente por outra melhor. Até lá lá se vão os chocolates que o avô lhe trouxe da Suiça, vai ser uma razia...
Enfim termino com pequenos conselhos: na aplicação destes métodos seja constante, paciente e consistente, determine qual o comportamento a trabalhar e seja objectivo nas suas ordens e que sejam simples...




 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ensinando-Portage-Desenvolvimento Motor

Mais do que a capacidade de andar o Desenvolvimento Motor compreende capacidades de: distinguir detalhes em situações móveis ou imóveis, habilidade de separar um objecto do que está à sua volta, habilidade de medir distâncias relativas a si mesmo e a habilidade de usar  a visão e as mãos para acompanhar e interromper a observação de um objecto. É muito frequente em crianças autistas as dificuldades motoras, e devem ser acompanhadas por profissionais como psicomotricistas ou fisioterapeutas. Entretanto podemos ajudar esse desenvolvimento com os exercícios que se seguem(Modelo Portage):



2-3anos
Título: Faz bolas de barro,massa ou plasticina

Como Fazer

  • Utilize massa de farinha ou faça-a você.
  • Corte um bocadinho de barro e mostre à criança como enrolar uma bola entre as palmas das mãos ou sobre a mesa com a palma da mão.
  • Faça-lhe um ninho e mande-a pôr bolas enroladas dentro dele a fingir que são ovos.
  • Deixe a criança ajudá-la a enrolar bolinhos de farinha em forma de bola e depois achate-os com o fundo de um copo.
  • Utilize areia e água fora de casa, para fazer bolas redondas. "Coza-as ao sol.
 
 
 
2-3anos
Título:Dá um pontapé numa bola grande e imóvel
 
 
Como Fazer:
 
 
  • Mostre à criança o que tem de fazer, andando para uma bola e dando você um pontapé. Depois faça com que a criança imite.
  • Ponha-se de pé a alguns centimetros dela, dê um pontapé ou role uma bola na direcção dela para que ela a devolva dando um pontapé.
  • Guie fisicamente a criança no acto de dar um pontapé. Mova-lhe a perna segurando no joelho e no tornozelo. Deixe-a equilibrar-se segurando-se a uma cadeira.
  • Exemplifique o movimento de dar pontapés várias vezes e peça-lhe para a imitar. Elogie-a quando o fizer.
  • Pratique o dar pontapés a outros objectos-balde de plástico, almofada, etc...
  • Cole um peso ou saco de feijões a uma bola para que ela role de forma irregular quando a criança lhe der pontapés.
 
 
2-3anos
Título:Atira uma bola ao adulto que está imóvel a 1.5m de distância
 
 
Como Fazer:
 
  • Começe por se sentar a frente da criança rolando a bola até ela, depois atire aplauda e reforçe.
  • Faça um jogo com uma bóia de praia ou cesto grande e saco de feijão ou bola tentando atirar a bola ou saco de feijões para dentro da bóia ou do cesto.
  • Sente-se a uma distância apróximada de 0.5m da criança. Atire ou role a bola para ela ou coloque-a nas suas mãos. Diga-lhe para atirar a bola para si. Mantenha-se perto dela assegurando-se que as suas mãos estão perto das dela de modo a facilitar o apanhar. Elogie o seu comportamento. Repita o procedimento muitas vezes e vá aumentando gradualmente a distância.
  • Sente-se atrás da criança, pegue-lhe em cada braço enquanto ela segura a bola e oriente o seu lançamento da bola. Elogie e gratifique a criança. Retire gradualmente a ajuda conforme ela for adquirindo a técnica.
  • Use um saco de feijão, uma bola de espuma ou de borracha ou uma bola de plástico grande e ponha-se de pé à distância de 1 metro da criança.Encorage-a a atirar-lhe a bola. Elogie a melhoria da pontaria.
  • Use um grande anel de espuma ou cesto de papéis para a criança meter a bola. Faça com que o resto da família participe também.
 
    A ajuda dos pais nestes execicios de melhora do desenvolvimento é muito importante mas se seu filho apresenta alguns dos aspectos abaixo procure a orientação de um profissional especializado em crianças.

    1. Tem dificuldade em atingir ou manter equilíbrio
    2. Parece desajeitado
    3. Não consegue conduzir bem o corpo em movimento
    4. Parece desajeitado em situações que requerem coordenação
    5. Não distingue prontamente direita de esquerda
    6. Troca letras e números com freqüência
    7. Tem dificuldades de fazer alterações no movimento
    8. Tem dificuldade de fazer combinações de movimentos simples
    9. Colide com objetos e outras pessoas
    10. Tende a ser propenso a acidentes
    11. Tem coordenação olho-mão insuficiente
    12. A aparência geral é pobre
    13. É desatento
    14. Tem dificuldades de se comunicar
    15. Postura corporal pobre
    16. Tem dificuldades de lidar com escadas

     Para redigir o post de hoje usei alguma informação, nomeadamente, os 16 itens de possiveis dificuldades motoras, do blog  "Superando o Autismo".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ensinando-Portage- Sociabilização e Autonomia

Conforme prometi no ultimo post hoje vou postar as fichas de trabalho do Modelo Portage de  autonomia e sociabilização.
As fichas de hoje são especialmente para crianças de palmo e meio até aos 3 anos.
Começo pela Sociabilização:


0-1 anos
Título: Abraça, faz festinhas e beija as pessoas conhecidas

Como Fazer
  • Mostre afecto como recompensa por um bom comportamento
  • Demonstre afecto quando a criança a procura para que lhe dê mimos e atenção
  • Se a criança tem na cama um boneco favorito mostre como abraçalo e fazer-lhe festinhas
  • Quando a criança estiver para se deitar ou sair, mostre-lhe como abraçar e beijar os outros membros da familia. Depois diga " Dá um beijinho de boa noite ao papá " ou " Dá um beijinho de adeus ao mano". Encorage-a a imitar. Reforce-a com abraços e beijinhos

0-1 anos
Título: Quando brinca imita os movimentos de outra criança

Como Fazer
  • Peça a outra criança que faça uma actividade, por exempo empurrar carrinhos, construir uma torre com cubos, etc... de modo a levar a sua criança a imitá-la. Certefique-se que há vários objectos iguais
  • Peça à outra criança que passe debaixo de uma cadeira gatinhando, ou ponha uma caixa na cabeça. Encoraje a sua criança a imitar
  • Sente as duas crianças ao lado uma da outra. Começe por pedir que faça movimentos que ela consegue fazer bem, tais como "adeus", "bichinha gata", etc. Depois peça novos movimentos como tocar no cimo da cabeça, tocar nos dedos dos pés,dobrar-se e tocar com a cabeça no chão como se preparasse para dar uma cambalhota e andar à roda. Estimule elogiando.
  • Faça rodas com vários movimentos com outras duas crianças.

1-2 anos
Título: Explora activamente o seu meio ambiente

Como Fazer
  • Quando visitar a casa de qualquer pessoa mostre-a à criança e explique onde estão as coisas, diga "Aqui é onde vamos comer", " Brinca com os teus brinquedos aqui".
  • Passeie à volta do quarteirão ou jardim. Pare para olhar e explicar o que encontra à sua volta.
  • Peça à criança para lhe ir buscar coisas. Diga, por exemplo " Vai à casa de banho e traz-me a escova do cabelo".



Bom, aqui já ficam várias actividades que pode desenvolver com o seu pequenino para estimular a sociabilização. Passemos agora para as fichas de Autonomia:


1-2 anos
Título: Indica a necessidade de ir à casa de banho por gestos ou palavras


Como Fazer
  • Use as mesmas palavras sempre que a criança vai, ou vê outros a irem à casa de banho. Quando ela começar a dizer as palavras certas elogie-a e leve-a imediatamente à casa de banho.
  • Tire-lhe as fraldas, durante o dia.
  • Elogie-a sempre que ela der sinal que quer ir à casa de banho. Ignore qualquer acidente que aconteça. Esteja atento às expressões da criança ( tocar-se, inquietação) que possam ser indicadoras de que ela quer ir à casa de banho. Faca-lhe elogios, diga-lhe as palavras associadas à casa de banho e leve-a lá imediatamente.
  • Peça aos membros da família que avisem quando vão à casa de banho utilizando as mesmas palavras que a criança já conheçe.


2-3 anos
Título:Pendura um casaco num cabide colocado à sua altura

Como Fazer
  • Cosa uma corrente de metal para fazer de presilha na parte interior do colarinho do casaco dea criança. Faça com que ela o pendure num  cabide a que possa chegar.
  • Pratique, pendurando no cabide asas de panelas. Começe com uma presilha grande no casacoe gradualmente vá reduzindo o tamanho até chegar ao tamanho normal.
  • Pratique esta actividade no momento oportuno, quando a criança entra em casa com o casaco vestido. Faça com que ela o pendure depois de o despir.
  • Ponha o nome da criança. ou um boneco, no cabide, para que ela saiba qual é o lugar em que deve pendurar o casaco.


Por hoje é tudo. As fichas de Desenvolvimento Motor ficam para o próximo post.
Até lá...