BananinhaAzul porque um dia perguntei a cor de uma banana á minha filha e ela respondeu azul. Embora também pudesse ter este nome porque a cor azul é repetidamente relacionada com Autismo.
Com este blog passo a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e escrevo sobre uma temática em que realmente tenho alguma coisa para dizer... Goste!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Autista, quem? Eu?


Esta sexta-feira resolvi sugerir um livro. Autista, quem...? Eu? É um livro sobre autismo escrito por Ana Martins, mãe de um adolescente autista. Já o li há alguns anos, foi uma das minhas primeiras leituras sobre o tema e é um livro muito especial.

Quem o lê ,faz uma viagem por várias emoções, é capaz de nos levar às lágrimas, mas também, ao riso.
Conta a história de uma mãe só, que vai contratar um baby-siter para o seu filho Xico. Um baby siter no seu primeiro emprego que vai mudar para sempre a forma de encarar a vida.
Uma história de amor incondicional, com pequenas histórias de como a maneira de estar de Xico faz alterar as histórias de cada uma das personagens.
Uma história que vai também mudar a maneira de pensar do leitor.
Lê-se do principio ao fim quase de uma vez, e na minha opinião é um dos melhores livros sobre o tema...
Lei-a vai ver que não se arrepende...



 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Com a moral lá em cima

Hoje andei a mexer numa gaveta e encontrei no fundo dela, uns mapas de comportamentos da Bruna, relativos ao ano léctivo de 2009/2010.
Estes mapas funcionávam da seguinte forma: mencionávam determinados comportamentos, como é o caso de, puxões de cabelos, tentar morder, morder, beliscar, também, chegou calma ou chegou
excitada, ficou agitada, fez xi-xi/ cocó nas cuecas, entre outros comportamentos e quando estes ocorriam a professora marcava com um X o comportamento em determanido dia. Assim conseguiamos observar melhorias de comportamento ou o contrário.
Bom relativamente ao mês de Abril, Maio e Junho de 2010 os comportamentos foram terriveis com ela a ser constantemente agressiva.
Mas, posso dizer que felizmente estes comportamentos já pertencem ao passado, e felizmente encontrei estes papeis, porque às vezes preciso de algo que me faça lembrar de como as coisas já foram piores, de forma a dar o devido valor ao que tenho agora.
É verdade que foi preciso muito trabalho, empenho e dedicação da minha parte mas também é verdade que nada se consegue sem trabalho, e pelos nossos filhos fazemos tudo!
E as diferenças no comportamento foram conseguidas em apenas 3 anos, fiquei a pensar o que conseguiremos alcançar de futuro.
Lembrei-me daquela notícia de Janeiro deste ano, que diz que algumas crianças com diagnóstico de autismo em pequenas veem desaparecer completamente os sintomas quando crescem.
O estudo foi feito nos Estados Unidos com 34 jovens, dos 18 a 21 anos que tinham sido diagnosticados em tenra idade e que com o passar do tempo tinham uma vida completamente normal. Estes jovens, já não apresentavam problemas de expressão, comunicação ou socialização.
Muitas vezes penso que se a Bruna fala-se correctamente seria tudo diferente. Ainda no outro dia, na piscina andava lá uma miuda a brincar na água e a Bruna só queria ir para perto dela, só que chegava ao pé da miuda e não dizia nada, pareçe que é um bom começo para a socialização.
O que eu quero dizer com isto tudo é que, era muito bom, que os comportamentos da Bruna melhorassem de forma a ela levar uma vida "normal".
De qualquer forma as melhoras que têm vindo a aconteçer são ótimas!
Se quiser um conselho, de como bem observar a melhoria de comportamentos, compre uma câmera e filme o seu filho, vai ver que daqui a algum tempo, quando for vêr as filmagens, já nota melhorias e  vai ficar moralizado. Como eu fiquei.

 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Para ser bom professor é preciso...

É cada vez mais difícil a relação entre professor e aluno,.É ainda mais no caso de alunos com necessidades educativas especiais, não porque estas crianças sejam mal educadas ou porque tenham comportamentos desadequados à sala de aula, como aconteçe por vezes com alunos ditos normais, mas porque ensinar crianças com nee´s exige um esforço acrescido.
Não há uma fórmula correta para ser bom professor, mas tenho opinião que há determinadas regras que se têm que cumprir para o ser.
É sobre essas regras, que penso serem tão importantes para atingir bons resultados, que me debruço:


Sensibilidade
A aceitação das diferenças e respeito pelo outro é a base de relações saudáveis. Só com o reconhecimento e aceitação das diferenças se potencializa o crescimento e desenvolvimento de cada um.


Vínculo afetivo entre professor e aluno
  O vinculo afectivo entre os dois vai permitir uma melhor aprendizagem. É o primeiro passo para a partilha de interesses, descobertas e de vivências.


Conhecimento das vivências e expressões do aluno
Ter uma boa relação com os pais da criança é fundamental. É de extrema importância o professor conversar com os pais da criança, de forma a recolher informações. Obter informações através dos profissionais que acompanham também é importante. O professor deve observar a forma da criança se comunicar, como expressa as suas vontades, necessidades e desejos, o que mais gosta, também o que não gosta, o que deixa a criança frustrada, etc...


Organização.
É essencial que o professor estruture e construa  previamente,  os materiais, as estratégias e os recursos necessários ao aluno de modo a favorecer a comunicação e a aprendizagem.

Persistência
Acreditar nas capacidades do aluno, ter um plano de acção, persistir para alcançar, mesmo que pequenas, vitórias. A acção conjunta com outros profissionais da escola é imperativa.


Segurança
É necessário estabelecer regras claras dentro da sala, de forma a que todos os alunos as entendam e de forma a que saibam negociar o que desejam e que saibam interagir, respeitando as diferenças.



sexta-feira, 22 de março de 2013

Rain Man

 
A sugestão que lhes trago esta semana é Rain Man. Já andava para ver este filme há algum tempo e foi ontem que o vi. Gostei de ver, não porque tenha uma grande história, mas porque gostei do trabalho dos actores, especialmente de Dustin Hoffman que representa um papel de autista.
Outra coisa que gostei de ver, foi a representação de vários comportamentos típicos da perturbação.
No final da sinopse, deixo-lhe o link para ver o filme no youtube...
 
 
 
 Charlie (Tom Cruise), fica a saber da morte do seu pai . Embora, eles nunca se tenham dado bem e embora não se vissem há vários anos, ele vai ao enterro e descobre que herdou um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto um "beneficiário" tinha herdado três milhões de dólares. Ele descobre a existência do irmão, Raymond (Dustin Hoffman). Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra Raymond da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade da sua herança, que está entregue a um  tutor, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entendem o significado de serem irmãos.

Não deixe de ver Rain Man .
















 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Perturbação Desintegrativa da Segunda Infância

Muito se fala das Perturbações do Espectro do Autismo, as mais faladas são a própria perturbação autística e perturbação de Asperger, mas para além destas duas existem mais três. São elas, a perturbação global do desenvolvimento sem outra especificação ou autismo atípico, também bastante falado. A Síndrome de Rett mais rara e mais complicada e por último a perturbação desintegrativa da segunda infância.
E é sobre esta última que eu hoje vou falar. É que ontem andei a ler uns documentos que já tenho há algum tempo e passei os olhos por cima deste nome. Embora já o tivesse ouvido, não sabia ao certo do que se tratava, e por isso fui investigar.

Também conhecida por Sindrome de Heller, a perturbação desintegrativa da segunda infância é uma doença degenerativa do cérebro, pelo que tem o prognóstico mais reservado do que o autismo clássico. É bastante rara e grave e é mais comum no sexo masculino.
É como se fosse um autismo de início tardio, esta perturbação caracteriza-se por um desenvolvimento normal da criança até determinada altura quando começam a apareçer os sintomas. Aconteçe sempre depois dos primeiros 2 anos e nunca depois dos 10 anos.
Num espaço de 4 a 8 semanas as crianças têm várias perdas. Podem ter todas, ou apenas algumas das que se seguem:


  • Perda de Linguagem Expressiva e Compreensiva
  • Perda de Comunicação Não Verbal
  • Perda do Desejo de Envolvimento Social
  • Perda do Controlo Intestinal
  • Défice ao Nível do Contacto Visual
  • Perda de Capacidade Motora
  • Défice do Comportamento Adaptativo

É portanto muito semelhante ao autismo clássico.
O transtorno desintegrativo da infância foi identificadoem 1908, por Theodore Heller, um educador austríaco. Heller relatou o caso de seis crianças que, após um desenvolvimento aparentemente normal nos quatro primeiros anos de vida, apresentaram  graves regressões.

segunda-feira, 18 de março de 2013

"O Muro"


Hoje ao ler um artigo de opinião do "Folha de São Paulo" sobre autismo, tomei conhecimento de um documentário criticando a falta de assisténcia a crianças autistas em França.
Esse documentário, fruto do trabalho de 4 anos de Sophie Robert, foi proibido no pais. Isto porque, três psicanalistas entrevistados processáram Sophie Robert, alegavam que as suas falas tinham sido deturpadas e diziam ter feito papel de idiotas. Ganharam o caso, mas, a arguida recorreu e aguarda-se  nova sentença.
Com várias declarações ignorantes, este é um documentário sobre a realidade dos autistas em França. É no fundo, um conjunto de entrevistas a psicanalistas que embora digam entender autistas, não pareçem saber minimamente conviver com eles. A psicanálise é ainda utilizada em França por cerca de 80% dos profissionais e defende a teoria das Mães frigorífico ,que eu já aqui falei no blog.
"O Muro"  dá conta ainda do caso de duas crianças tratadas de formas diferentes e com resultados diferentes, uma é uma criança verbal e perfeitamente normal, devidamente integrado na escola, a outra de 14 anos é não verbal, esteve institucionalizado ainda em pequeno e não é totalmente independente.Um tratado com psicanálise e o outro com o método ABA os resultados estão à vista.
Não gostei de assistir ao documentário, não porque estivesse mal feito mas, porque são ditas coisas incrivélmente estupidas! Mas deixo-lhe aqui o link. Assista e espante-se...

sexta-feira, 15 de março de 2013

"Enfrentando a Vida"


 

Vou começar aqui uma rubrica à sexta feira. Vou começar a fazer algumas sugestões de filmes, livros ou alguma coisa que mereça interesse, mas, óbviamente que esteja relacionado com Problemas de Desenvolvimento e de Perturbações do Espectro do Autismo.


E esta semana começo por sugerir o filme "The Black Balloon", ou em português "Enfrentando a vida". É um filme que vi esta semana e que achei interessante. Tomei conhecimento dele através também de um blog, e espero que seja do seu agrado.
Pode ver o filme no link que lhe deixo mais abaixo e que retirei do youtube. Quanto a mim só tem um ponto negativo, aqui este filme está dublado e eu preferia que tivesse legendas, mas é só uma pequena contrariedade.




Thomas e a sua família mudaram-se para uma nova casa, e o jovem adolescente começa a frequentar a nova escola, onde tudo o que deseja é integrar-se. Quando a sua mãe grávida necessita de repouso, o pai dá a Thomas a responsabilidade de tomar conta do seu irmão mais velho Charlie, que é autista. Agora Thomas, com a ajuda da sua nova namorada Jackie, vai enfrentar o maior desafio da sua vida.


Veja aqui o filme Enfrentando a Vida.