Todas as crianças precisam de proteção, mas, umas mais que outras! É o caso de crianças com necessidades educativas especiais.
A escola deve ser um lugar que ofereçe segurança, mas nem sempre o é. Muitas crianças com PEA têm dificuldades de comunicação, muitas são mesmo não verbais e creio ser um medo geral de todos os pais, que o seu filho não esteja a ser tratado convenientemente, podendo sofrer mesmo de abusos físicos, verbais ou até sexuais. Eu tenho muito medo, sempre, mas o meu medo não me serve de muito. A única coisa que posso fazer é ser hiper-vigilante e estar sempre atenta aos mínimos sinais.
Alguns chamariam falta de confiança na escola, eu digo que não, eu digo que é ser prevenida.
Mas, o que faria uma melhor prevenção, seria mesmo o uso de câmeras de vigilância nas salas de aula e na escola em geral.
Em Portugal, é uma situação que ainda não é discutida, mas, noutros paises a discussão já não é nova.
Nos Estados Unidos da América, existe até um movimento que pede a implementação das câmeras de vigilância. Esse grupo, constituido maioritáriamente por pais de crianças que já foram vítimas de abusos, desdobra-se em petições, videos, páginas de Facebook e até cartas para o presidente Obama.
Na curta pesquisa que fiz, fiquei arrepiada com a quantidade de abusos que existe, e o número de abusos não pára de subir todos os anos.
As nossas crianças são as mais vulneráveis, pelo que defendo ,veementemente, esta medida em Portugal.
É uma medida que divide opiniões. Muitos professores são contra, porque acreditam, que esta é uma forma de fiscalizar o seu trabalho, mas o que eu penso é que se for um bom professor não tem que temer, " quem não deve não teme " já diz o ditado.
Os pais ficariam muito mais descansados, e não ficariam a rezar a todos os santinhos para que tudo corra bem com os filhos.
O uso de câmeras pode inibir, mesmo, alguns comportamentos, evita o bullyng. Até pode ter outros usos, toda a gente sabe que os filhos frente aos pais têm comportamentos que não têm quando estes não estão presentes, assim conseguiria-se monitorizar melhor os comportamentos. Além de tudo isto, muitas vezes as crianças com autismo, têm alterações de comportamento e é frustrante para os pais tentar explicar ao médico comportamentos aos quais não assistiu, baseando-se para isso apenas na palavra dos professores.
Para mim, se neste momento já houvesse câmeras na escola já me ajudava, a Bruna de vez em quando agarra-se de repente a nós com muita força, fica a tremer e com ar assustado isso aconteçe tanto na escola como em casa. Se a escola tivesse câmeras eu leváva as filmagens à médica e era uma ajuda preciosa, assim apenas temos suspeitas que seja da epilepsia que pensávamos já ter controlado.
Enfim... como Portugal anda sempre atrasado, daqui a 20 anos pode ser que já hajam câmeras nas escolas, até lá, contínuo a rezar...