BananinhaAzul porque um dia perguntei a cor de uma banana á minha filha e ela respondeu azul. Embora também pudesse ter este nome porque a cor azul é repetidamente relacionada com Autismo.
Com este blog passo a fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é escrever e escrevo sobre uma temática em que realmente tenho alguma coisa para dizer... Goste!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Metáfora do Sapinho

Ouvi hoje pela primeira vez e é uma estória de força, uma metáfora que espelha muitas vezes a relidade da nossa vida:


"Era uma vez uma competição de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre.
Atrás, havia uma multidã...o, para torcer por eles.
Começou então a competição.
E à medida que os sapinhos iam subindo, todos diziam:
_ Não vão conseguir, é muito difícil! É muito alto!
E os sapinhos iam desistindo, um a um.
E a multidão continuava:
_ Não vão conseguir, não vão conseguir!
E os sapinhos iam ouvindo e desistindo, caindo um por um.
Até que só sobrou um,
E a multidão continuava:
_ Não vai conseguir, não vai conseguir!
E este sapinho terminou a competição sendo o vencedor.
Quando desceu da torre, todos vieram felicita-lo. E todos queriam saber, como ele conseguiu, qual era o seu segredo, até que descobriram que o sapinho era surdo.
Muitas vezes devemos agir assim como o sapinho, surdos para a voz da multidão.
E atentos para ouvir a voz da fé. Pois a fé é individual. Se a multidão não tem a fé para chegar onde você deseja chegar, oiçam a vossa fé e não ouça ninguém.



Foto: Ouvi esta história pela primeira vez há uns anitos, e quando preciso de forças eu penso no sapinho, hoje decidi partilhar, leiam :) 


"Era uma vez uma competição de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre.
Atrás, havia uma multidão, para torcer por eles.
Começou então a competição.
E à medida que os sapinhos iam subindo, todos diziam:
_ Não vão conseguir, é muito difícil! É muito alto!
E os sapinhos iam desistindo, um a um.
E a multidão continuava:
_ Não vão conseguir, não vão conseguir!
E os sapinhos iam ouvindo e desistindo, caindo um por um.
 Até que só sobrou um, 
E a multidão continuava:
_ Não vai conseguir, não vai conseguir!
E este sapinho terminou a competição sendo o vencedor.
Quando desceu da torre, todos vieram felicita-lo. E todos queriam saber, como ele conseguiu, qual era o seu segredo, até que descobriram que o sapinho era surdo.
Muitas vezes devemos agir assim como o sapinho, surdos para a voz da multidão.
E atentos para ouvir a voz da fé. Pois a fé é individual. Se a multidão não tem a fé para chegar onde você deseja chegar, oiçam a vossa fé e não ouça ninguém.

Acho, que todos os pais de crianças autistas, vão a certa altura, cruzar-se com velhos do Restelo pessimistas, que ao contrário de apoiar vão contrariar o ótimismo e duvidar das capacidades de um pai ou de uma mãe especial.
Esta estória de hoje, fez-me lembrar da geneticista que acompanha a Bruna. De cada vez que me via no consultório, dizia-me que eu sózinha não ia conseguir, que devia pôr a Bruna numa instituição nem que fosse só por alguns dias por semana. Numa altura até fui brusca com ela, porque me sentia ofendida com aquilo. Nessa altura disse-me que era também formada em psicologia e que sabia o que estava a dizer.
Numa altura em que estava mais fragilizada, ela veio-me com a mesma conversa e eu desabei, chorei baba e ranho no consultório dela e acabei por acreditar, eu própria, que não ia conseguir. Durante vários meses tive essa ideia, enquanto não melhorei psicológicamente.As profecias da médica ajudaram ao meu mal estar!
Neste momento sinto que nenhuma médica, nem ninguém, vão conseguir deitar-me abaixo.
Seja surdo, como o sapinho, para essas pessoas que advogam o diluvio, é mesmo o melhor que se tem a fazer...
 

4 comentários:

  1. Adorei teu blog! Conheci hoje mas vou voltar aqui com certeza!
    Daniela - Janelinha para o mundo
    (ah e compartilhei a historinha do sapinho em meu facebook, amei!)

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  2. Ainda bem que gostou Janaina. Daniela também fico contente de ter gostado, já visitei várias vezes o seu blog também gosto de ler o que escreve :)

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  3. Adorei a história, já ouvi tanta coisa por causa da minha pequena que fui cada vez ficando mais forte, talvez porque tive quem me apoia-se para além daquelas pessoas que deitam abaixo.
    Na altura que recebi o diagnostico da minha menina fiquei com uma tristeza tão grande, não vou dizer que é tudo um mar de rosas, mas a minha menina é o meu mundo, é verdade, eu vivo em função dela, neste momento tudo é em função dela, por mais que tente levar uma vida o mais normal possível esse possível é em discernimento da minha filhota. Agora acho que já me sinto bem com isso e vou lutar pelo bem dela. Mas também existe muita incompreensão e quando nós "levamos" com patadas dessas.
    A minha pequena em Setembro do ano passado teve varicela e para além das bolhas ficou com febres muito altas e tive de ir com ela ao hospital, a médica que eu apanhei foi o mais desumana possível a ponto de ela berrar para um lado e eu para o outro.... A minha pequena aos prantos de tanto chorar e ela a agarrá-la e a chamar 5 enfermeiras( sim vieram mesmo 5) para a agarrarem para a poder examinar porque a menina era autista....E depois de um pequeno escândalo ainda se vira para mim e diz que se eu não reparei que a minha filha tinha um problema era porque era burra porque a menina tinha a cabeça muito grande. Eu fiquei de rastos e mesmo bastante furiosa com a médica, mas não se pode pintar todos de igual.
    No final do ano a minha pequena ganhou 2 outites nos ouvidos e novamente febre e lá tive de ir novamente ao hospital( já ia cheia de receios por causa do médico que iria apanhar de serviço), foi uma médica que foi tão amorosa,falou tão meiguinho para a pequena que ela até a deixou examinar toda,não foi preciso ajuda de enfermeiras nem nada e ainda lhe perguntei por via das dúvidas em relação ao perímetro cefálico da pequena ao que ela respondeu que era normal para o corpo e altura dela( já que ela é bem grande para a idade).
    Por isso nós mães temos muito que aguentar.

    Bjinhos

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